“Lei de Acesso à Informação deve ser usada por todo cidadão”, afirma jornalista Jamile Santana, durante live com vereador Lisandro


Jamile Santana, jornalista especializada em Jornalismo de Dados, participou de uma live com o vereador Lisandro Frederico. Durante o bate-papo, Jamile afirmou que a Lei de Acesso à Informação (12.527/2011) deve ser usada por todo cidadão que deseja ter conhecimento de algum dado gerado pelo Poder Público.

“A Lei está à disposição de todos. O direito à informação é uma prerrogativa do cidadão”, destacou a jornalista. “O acesso aos dados não pode ser restrito. Informações públicas tidas como sigilosas são exceção e jamais podem ser a regra”, disse Jamile.

Além de especialista em Jornalismo de Dados, Jamile também estudou a Lei de Acesso à Informação. Ela considera a legislação um grande avanço. “Ela possibilitou que o cidadão possa acompanhar, por exemplo, a fila de espera de um determinado serviço público, a quantidade de multas aplicadas em uma rua ou o volume de recursos do programa tapa-buraco para uma via”, explicou Jamile.

Transmitida pela página do vereador Lisandro no Facebook, a jornalista afirmou, durante a live, que os governos precisam entender que a transparência é uma arma contra as fake news. “Quando um governo é transparente, o gestor fica protegido. Muitas notícias falsas podem ser evitadas, a partir do momento em que o cidadão tenha condições de consultar fontes oficiais de forma clara e objetiva”, ressaltou.

TRANSPARÊNCIA X ACHISMO
“Com transparência e análise completa aos dados, o Poder Público pode desenvolver ações específicas e esta realidade que precisa ser mudada em Suzano e no Alto Tietê”, avalia Jamile. “Há uma frase que diz: os dados são sempre maiores do que os dogmas. A transparência nas informações pode ter como efeito prático o distanciamento do cidadão do achismo”, ressaltou a jornalista.

Jamile lembrou que Suzano, e a maioria das cidades do Alto Tietê, não cumpre o que determina a Lei de Acesso à Informação, como o fornecimento do formulário no site da Prefeitura. “Cidadãos, prefeitos, vereadores e os agentes públicos de maneira geral precisam entender que tudo que for produzido pelo Poder Público é público”, frisou Jamile, que lembrou que Suzano precisa regulamentar a Lei de Acesso.

“Suzano ainda não regulamentou, o que dificulta a aplicação. A regulamentação é importante para definir de quem é a responsabilidade de acompanhar as demandas solicitadas”, finalizou.

Painel Jornalismo
Jamile também falou sobre o Painel Jornalismo, o portal criado por ela que tem como objetivo explorar e tornar acessíveis dados públicos. “O Portal foi uma maneira que encontramos para ensinar o cidadão a utilizar a Lei de Acesso, para que ele tenha independência para pensar por si só, perguntar aquilo que deseja, receber a informação e, depois, compartilhar este conhecimento”, disse.

Foi por meio do trabalho independente do Painel Jornalismo que Jamile conseguiu ter acesso ao número de casos de covid-19 por bairro de Suzano, informação negada pela Prefeitura. “Estávamos desde abril solicitando este balanço, porém, sempre diziam que seria um dado sigiloso. Procuramos, então, a diretoria estadual que está acima da Vigilância Municipal e por meio da Lei de Acesso, conseguimos os números”, disse.

A Prefeitura de Suzano tentou esconder, mas o Painel Jornalismo mostrou, que a região central, além dos bairros Vila Amorim, Vila Urupês e Vila Figueira concentram a maioria dos casos confirmados e dos óbitos por Covid-19 em Suzano.

No Painel Jornalismo é possível ter acesso a infográficos interativos, ao histórico de como a doença tem se espalhado e a um acompanhamento diário. O número de óbitos, de contaminados e de recuperados também estão presentes.

Clique no link e assista à entrevista completa: https://bit.ly/2Zc0z07
Acesse o Painel Jornalismo: https://paineljornalismo.com/

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