Lisandro, vota contra projeto de aumento do IPTU

 Na avaliação do vereador “é inaceitável que o povo de Suzano, que mora em ruas com buracos e sem iluminação, ainda tenha que pagar mais caro no IPTU”.
O vereador suzanense Lisandro Frederico, relator da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal, apresentou parecer contrário ao reajuste da planta genérica dos imóveis da cidade proposto pela Prefeitura. Na prática, o aumento no valor das casas resultará em IPTU mais caros em 2018.
“A Prefeitura alega que, com a alteração da planta genérica, haverá redução nos valores do IPTU, porém, fiz um levantamento em 22 endereços aleatórios do município e em nenhum deles haveria diminuição, ao contrário, alguns teriam 45% de aumento no valor venal, o que influenciará diretamente no IPTU do próximo ano”, revelou Lisandro. 
Na avaliação do vereador “é inaceitável que o povo de Suzano, que mora em ruas com buracos e sem iluminação, ainda tenha que pagar mais caro no IPTU”. “Antes de cobrar a população é preciso fazer mais pela cidade”. “Eu mesmo tenho pedido, desde fevereiro, consertos de buracos e iluminação pública, porém, minhas solicitações e a de muitos outros são completamente ignoradas pela Prefeitura”, lembrou.
“Antes de aumentar impostos é fundamental ouvir a população e todos os segmentos envolvidos, algo que não foi feito”, criticou Lisandro. “Eu enviei ofícios a entidades como a Associação Comercial; a Associação dos Corretores de Imóveis; dos Engenheiros e Arquitetos e perguntei sobre o impacto do aumento do valor venal. Enfim, precisamos incluir os suzanenses nas discussões que envolvem nossa cidade”, avaliou.
Lisandro acredita que, “quem está calculando o novo IPTU não conversou com as pessoas que moram na cidade, que fazem compra no mercado, que vão à feira, que procuram emprego e que passam dificuldade”. “Estamos passando por uma situação econômica crítica e com altos índices de desemprego e não é razoável arcar com 40% de aumento de imposto”, disse.
“Além destes argumentos, o aumento velado do IPTU, por meio da cortina de fumaça do reajuste do valor venal, não atende a Lei de Responsabilidade Fiscal, uma vez que não foi apresentado o Estudo de Impacto de Orçamento”, explicou Lisandro. 
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