Prefeitura ignora criança com necessidades especiais, que precisa de transporte para fazer tratamento

A família de uma criança de 4 anos, portadora de necessidades especiais, está há 20 dias sendo ignorada pela Prefeitura de Suzano. Com hidrocefalia, a criança, que mora no bairro São Bernardino, precisa de um tratamento especial na AACD, de Mogi das Cruzes. A família já conseguiu o tratamento, mas até o momento a família tem o pedido de transporte até a cidade vizinha sendo ignorado pela Prefeitura.

Em 24 de julho, o vereador Lisandro Frederico (Avante) tomou conhecimento do caso e formalizou um pedido ao secretário municipal de Saúde, Luís Cláudio Guillaumon. O vereador afirmou a necessidade de urgência no caso, já que o tratamento conquistado pela família poderia ser perdido.

Até o momento, a Prefeitura continua ignorando a situação da criança. Procurada, a Administração preferiu, novamente, não comentar o assunto, nem informar qual a posição do prefeito Rodrigo Ashiuchi (PL) diante do caso.

Lisandro critica a maneira como a Prefeitura de Suzano tem atendido e dado a atenção necessária aos pacientes da cidade. “É mais um caso para engrossar as estatísticas de crianças que são ignoradas pela Saúde de Suzano. Infelizmente, para mim, lidar com isso virou rotina, mas são poucos os casos que ganham notoriedade, como aconteceu com o menino Miguel que morreu na última sexta-feira”, lembrou o vereador.

Lisandro reforçou que a Prefeitura tem ambulâncias e carros especiais para esse tipo de transporte, mas criticou a postura do prefeito que vetou seus projetos que defendem a informatização e a transparência nas ações da Saúde. “Não vejo controle e nem transparência da Administração nas questões que envolvem Saúde. O prefeito chegou a vetar projetos que apresentei e davam mais transparência aos serviços prestados. É nítido que não há interesse em oferecer uma Saúde mais digna para o cidadão”, criticou.

TRANSPORTES COM AMBULÂNCIAS

Desde 2018, quando foi contratada para fazer transportes de pacientes em Suzano, a empresa responsável pelo serviço faturou R$ 3,4 milhões dos cofres públicos municipais.

Lisandro reforça que o que falta em Suzano não é dinheiro, mas humanidade e gestão eficiente. “A Prefeitura está infestada de cargos nomeados pelo prefeito que não tem capacidade técnica para fazer um serviço adequado. Em tempos de Covid-19 estão mais preocupados em gastar dinheiro sem licitação e fazer dívidas com asfalto, do que cuidar das pessoas. Suzano virou um cabide de empregos que conta com apoio da Imprensa paga, que também ganha dinheiro para não denunciar estes absurdos”, criticou.

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