Prefeitura leva 24 horas para informar família sobre a morte de paciente

A família de uma mulher que estava internada na Santa Casa de Suzano, que está sob intervenção da Prefeitura, foi comunicada sobre a morte da paciente quase 24 horas após o óbito. O hospital ligou para um vizinho da família para avisá-los.

A suzanense deu entrada no Pronto Socorro (PS) de Suzano depois de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). Ela permaneceu internada no PS por alguns dias, no entanto, por causa da gravidade de seu estado e após muita insistência da família, decidiram transferi-la para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Suzano.

A morte ocorreu por volta das 18 horas de uma segunda-feira, um dia após chegar à UTI, porém, a Santa Casa somente comunicou a morte próximo das 18 horas de terça-feira.

A família afirmou que vai exigir explicações sobre o que aconteceu e o porquê de o comunicado ter ocorrido após um período tão longo e para uma pessoa que não era da família.
Eles afirmam que todos os contatos telefônicos foram repassados à unidade hospitalar. “É um absurdo. Em um momento de dor como este, não houve o mínimo de acolhimento. Demoram um dia para avisar sobre a morte e não tiveram a humanidade de fala com alguém que era da família dela. Terceirizaram a notícia e a trataram como mais uma”, lamentou a familiar da paciente, que prefere não se identificar.

PROBLEMAS NA UTI

O vereador Lisandro Frederico lamenta mais um episódio de descaso da saúde pública em Suzano. Ele lembra que após ser procurado pela família e diante das dificuldades em conseguir uma transferência para uma UTI, procurou o secretário municipal de Saúde, no entanto, o chefe da pasta ignorou o apelo da família.

O parlamentar vem criticando e cobrando providências da Prefeitura de Suzano. Uma das reclamações mais contundentes foi sobre a falta de transparência no processo de troca da empresa que gerenciava a UTI da Santa Casa. A substituição ocorreu sem licitação e sem maiores explicações. “Quando uma gestão é feita às escondidas, sem a devida democratização das informações e com atitudes suspeitas, quem sofre é a população”, destacou.

A Prefeitura foi questionada, mas preferiu ficar em silêncio.

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