Projeto que proíbe fogos ganha apoio e Lisandro destaca importância de proteger autistas, idosos e animais

Comissão do Bem Estar Animal da OAB de Suzano, a Associação da Melhor Idade, e o CAPS infatojuvenil “Entrelaços” manifestarem apoio à iniciativa
O projeto do vereador suzanense Lisandro Frederico, que proíbe fogos de artifício com barulho na cidade, ganhou apoio de importantes entidades. A Comissão do Bem Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Suzano, a Associação da Melhor Idade, e o Centro de Atenção Psicossocial – CAPS infatojuvenil “Entrelaços” manifestarem apoio à iniciativa. 
A Comissão do Bem Estar Animal de Mogi das Cruzes, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e o Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV/SP) também já se posicionaram favoráveis à proibição de fogos de artifício com estampido.
O autor da proposta avaliou que a adesão demonstra que a sociedade está cada vez mais consciente do mal que o barulho das explosões causa. “Defendo o desejo das famílias que têm crianças com autismo, dos idosos e dos animais. O projeto não proíbe fogos, mas sim protege e pede respeito a estas pessoas”, afirmou Lisandro. “É muito difícil ouvir da mãe de uma criança autista que ela não sabe mais o que é Réveillon, porque o filho, devido à sensibilidade auditiva, sofre com o barulho dos fogos”, afirmou o Lisandro.
“A sociedade e os vereadores não devem dar ouvido às dezenas de empresas que trabalham com fogos de artifício de forma clandestina no município. Eu recebi na Câmara apenas três empresas legalizadas e, por respeitar o contraditório, propus uma audiência pública, que será agendada em breve”, afirmou Lisandro. 
Ele alertou para o fato de as empresas e as lojas clandestinas que atuam em Suzano estarem fazendo “muita pressão para que projeto não seja aprovado”. “A clandestinidade, entre outros problemas, coloca em risco a vida das pessoas que trabalham no local e aquelas que moram na vizinhança”, frisou.
“Minha ideia é manter o projeto original, mas se houver alguma mudança será pelo posicionamento das empresas legalizadas e não pela pressão de atividades clandestinas”, disse Lisandro.
De acordo com o vereador, o projeto, que está em análise nas Comissões Permanentes da Câmara Municipal,  é amparado na Constituição Federal, uma vez que estabelece a proteção da saúde das pessoa e dos animais. “Peço para que os vereadores e a população visitem o CAPS e verifiquem como as crianças autistas sofrem com o barulho dos fogos e somente depois tirem suas conclusões”, destacou Lisandro.
O documento encaminhado à Câmara pelo Centro de Atenção Psicossocial – CAPS infatojuvenil “Entrelaços”, unidade referência no atendimento de crianças e adolescentes com transtornos mentais graves em Suzano, destaca que o barulho gerado pelos fogos “gera crises no autistas que vão desde um estado ansioso e fóbico até um comportamento de autolesão”. “A proibição (dos fogos) poderá favorecer a qualidade de vida para os que têm esta sensibilidade, principalmente em dias festivos ou de campeonatos esportivos”, esclarece o posicionamento do CAPS. 
“A aprovação do projeto de lei se faz imprescindível e urgente e demonstrará à sociedade suzanense que seus representantes no Legislativo/Executivo realmente se preocupam com a vida e a saúde dos seres vivos”, destaca um dos trecho do ofício encaminhado pela advogada Ariana Anari Gil, presidente da Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB de Suzano.
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