Mais de cem servidores da Saúde assinam manifesto cobrando melhorias no enfrentamento da Covid-19 em Suzano

Servidores da Secretaria Municipal da Saúde de Suzano produziram e assinaram um manifesto relatando dificuldades e cobrando melhorias nas ações de enfrentamento ao Coronavírus em Suzano.

O documento foi protocolado no dia 15 de maio e até momento não foi respondido pela Secretaria de Saúde. Ao todo, 110 funcionários entre médicos, enfermeiros, auxiliares e funcionários administrativos, lotados no Pronto-Socorro Municipal (PS), assinaram o documento.

Os profissionais que prestam serviço no PS Municipal criticaram o funcionamento do Hospital de Campanha de Suzano, contratado pela Prefeitura por mais de R$ 6 milhões. Eles afirmam que a unidade não cumpre o que se propôs em contrato. “Estamos absorvendo praticamente todo o atendimento”, disse um dos servidores do PS.

O documento também afirma que o Hospital de Campanha de Suzano somente presta atendimento aos pacientes de baixa complexidade, encaminhando as pessoas com diagnóstico de doenças de média e alta complexidades ao Pronto-Socorro. “Quando chegam até aqui, muitos pacientes necessitam de ventilação mecânica ou oxigenoterapia contínua, o que sobrecarrega a unidade. E convivemos com o agravante de que não contamos com profissionais em quantidade suficiente para prestar o atendimento adequado à população”, enfatiza o profissional de saúde.

Os servidores também criticam a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs), a ausência de banheiros privativos aos funcionários e as dificuldades de realizar a própria desinfecção. “Não temos local adequado para nos desparamentar, nem mesmo uma área para enxugar as mãos. Também não há local exclusivo para coleta de exame Swab [exame nasal], aumentando o risco de disseminar o vírus”, relata.

No manifesto, os funcionários também afirmam não estarem realizando testes de Covid-19, nem recebendo a insalubridade compatível com o risco. “Não tivemos a oportunidade de saber se já tivemos a doença, causando insegurança e incerteza o tempo todo”.

A Prefeitura de Suzano foi procurada para esclarecer a situação dos servidores do Pronto-Socorro Municipal, mas preferiu, novamente, não responder aos questionamentos.

PACIENTES

O documento também reforça a falta de equipamentos para atendimento aos pacientes. “Não há materiais imprescindíveis para o atendimento do paciente e para proteção do meio em que trabalhamos. Um exemplo são as sondas de aspiração com sistema fechado junto com os coletores de secreção traqueal descartáveis. Faltam monitores para todos os leitos”, relata.

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