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Secretário de Saúde apela para mentiras para desviar de fiscalização em Suzano


“Felizmente, o prefeito Rodrigo Ashiuchi investiu muito na área de Saúde de Suzano, caso contrário, a situação poderia estar ainda pior”, defendeu o secretário.

O vereador Lisandro Frederico rebateu e cobrou do secretário uma postura mais proativa para combater a pandemia na Cidade. Ele lembrou que a falta de investimentos na Saúde nos últimos anos somente foi agravada com a pandemia.

“O senhor tem tratado alguns problemas da Saúde como se fossem novidade, mas esses problemas sempre existiram. Nós, inclusive, já discutimos na Justiça este tipo de problema” criticou Lisandro.

“A Prefeitura acabou de gastar entre R$ 30 a R$ 40 mil para fazer anuncio publicitário. Não dá pra dizer que não tem dinheiro para comprar coisas úteis como máscaras de proteção ou álcool em gel” defendeu Lisandro.

Lisandro classificou a postura da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Saúde como vitimismo e exigiu que prestem contas do dinheiro da cidade que não tem sido investido em ações emergenciais. O vereador também pediu que o secretário esclarecesse o número de mortes na Santa Casa.

FAKE NEWS

Irritado com a pergunta, Guillaumon não respondeu aos questionamentos feitos pelo parlamentar. Ele optou por criar um factoide, desviar o assunto para despistar o vereador.

Outros servidores da Saúde estavam presente no plenário acompanhando o secretário. Uma das pessoas presentes era Ângela Valentina Guillaumon, esposa do secretário de Saúde. Ângela também é médica na Prefeitura de Suzano e estava na audiência filmando os discursos do secretário e do vereador.

VÍDEO MONTADO

Horas depois da audiência, o vídeo gravado pela esposa do secretário passou a ser divulgado pelo gabinete do ódio da Prefeitura de Suzano, e comissionados da Secretaria de Saúde. No entanto, o vídeo original que teve uma duração de 13 minutos foi recortado em dois trechos: O primeiro trecho com cerca de 15 segundos mostra Lisandro pelas costas exatamente no momento que classifica como “vitimismo” a postura da Prefeitura que busca justificativas para problemas que nunca foram combatidos na cidade.

Em outro trecho, com cerca de 20 segundos, o secretário responde o vereador dizendo ser uma ofensa chamar os servidores da Saúde de vitimizados. Lisandro, como é possível ver no vídeo sem cortes, não disse que os servidores da Saúde se vitimizam. 

Os trechos dos vídeos foram compartilhados por secretários municipais, pela família do secretário e por funcionários comissionados da Secretaria de Saúde. Nas publicações ninguém responde o verdadeiro questionamento feito pelo vereador, que inclui a defesa dos servidores que estão sem recursos adequados para trabalhar.

“É muito estranho o secretário justificar a falta de tempo e recursos para atuar, mas conseguir editar um vídeo e colocar boa parte da sua equipe para promover Fake News na internet” critica o vereador.

Na pergunta feita ao secretário, Lisandro afirma que uma Prefeitura que gasta R$ 10 milhões com propaganda não se pode colocar como vítima e dizer que não tem dinheiro para comprar máscaras e álcool em gel a enfermeiros e médicos.

HISTÓRICO NA SAÚDE

Lisandro tem usado o mandato para cobrar e fiscalizar equipamentos da Saúde. Ele é autor de projetos de lei que poderiam dar mais transparência no uso de recursos públicos da Saúde, mas o projeto foi vetado pelo prefeito Rodrigo Ashiuchi. Ele também cobrou o término das obras do Hospital Regional, cuja entrega estava prevista para 2019 e as obras sequer iniciaram.

Na área da Saúde, Lisandro se indispôs com o secretário depois de acusá-lo de nepotismo, após contratar a esposa sem concurso público. Após a acusação do vereador, o secretário resolveu promover um concurso público em 2019 para contratação de apenas um médico.

Ângela ficou em 6º lugar no concurso onde participaram nove pessoas. Mesmo assim, a médica foi contratada pela Prefeitura com salário de R$ 4,5 mil para atuar 10 horas por semana. Ela foi dispensada de atuar em consultório e atua no departamento administrativo da Secretaria, juntamente com o marido.

Ainda em 2017, Lisandro já questionava a postura do secretário que colocou outros parentes para ocupar cargos comissionados e chefiar departamentos, como o da Vigilância Sanitária.

Lisandro também denunciou contratos irregulares na área da saúde, entre eles da empresa que pagava médicos do Pronto-Socorro que não prestavam expediente, além de aluguéis pagos para proprietários de imóveis que nunca serviram para nenhum tipo de equipamento de Saúde.

Há um ano, Lisandro questionou a falta de leitos de UTI na Santa Casa. Ele criticou a decisão da Prefeitura que havia contratado uma empresa sem processo de licitação para cuidar dos leitos de UTI. Na mesma época, defendeu servidores do Pronto-Socorro que teriam a carga de trabalho aumentada, já que a Prefeitura não admitia novos funcionários.

Lisandro também fiscalizou a contratação de uma empresa cujo sócio é um pré-candidato apoiado por Ashiuchi. A empresa foi contratada por R$ 2,5 milhões. Ashiuchi esteve na cidade de Ferraz de Vasconcelos para dedicar seu apoio ao pré-candidato a prefeito e dono da empresa contratada em Suzano.

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